- Amor, você pensou a mesma coisa que eu?
- Se foi apagar a luz do abajur, sim.
- A união faz a telepatia...
- E a força, mas eu não vi você tocar no interruptor.
- E não mexi mesmo.
- Então, faltou energia.
- Bem, às dez da noite, tanto faz.
- Confirma aí se estamos sob o domínio da escuridão.
- Tenho que desligar, porque ligada, e religar, certo?
- Perfeito.
- Breu, doçura, total.
- Bom, não precisamos de energia para às coisas derreter.
- Yes, vamos aproveitar a que temos.
- Ai, ai, ai, que é que você está fazendo?
- Esquentando as turbinas.
- Desse jeito, haverá sobrecarga, talvez eu não suporte.
- Vamos explodir esse transformador e derrubar o poste.
- Meu comutador.
- Minha corrente contínua.
- Meu curto-circuito.
- Louca, louca, louca! Ya sé que estoy piantao, piantao...
- Transo, Lugo, existo.
- Eu odiaria se, de repente, a lâmpada acendesse.
- Meu querido, me guie pelas sendas das trevas.
- Isso tem cheiro de frase de Paulo Coelho.
- Noite, a memória vagueia.
- Itaipu, Itaipu, o que seria de nós sem tu.
- Será que houve sabotagem?
- Em Itaipu, na pior das hipóteses, teríamos uma revolta dos peixes no lago.
- Imagino tempestades, raios, ventos, torres no chão...
- Calma, Lugo recolocará a bi na linha.
- Vai ser um choque pros dois lados. Fiat lux!
- Isso mesmo, agora, procura por aí fósforo e acende uma vela, preciso descobrir onde foi parar a caixinha com preservativos.
- O quê? Transamos sem?
- Alea jacta eeeeeest!
- Mas, e o nosso tão falado planejamento?
- Falhou, evidentemente.
- Bom, se for menina, como a chamaremos.
- Que tal Itaipuana?
- Que horror! E homem?
- Acendão da Silva – e não se fala mais nisso.
- Melhor que Apagão, mas tão horrendo quanto. Chega, esquece, vamos dormir.
terça-feira, 17 de novembro de 2009
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