domingo, 1 de novembro de 2009

AI! CAI DE BUNDA

Se a bund’abunda
Exaltemos então:
Há bunda!
Cantemos em hino
As linhas e relevos
E passemos a mão
N’área calipígia
Ou esteatopígia
Dessa geografia
Abundosa e fértil
Pouco importa a visão
Se usarmos o tato
Qu’amolega e evita
O desvio teórico
D’intelectos ocos
Uma banda d’um lado
Outra espelho perfeito
Ambas formam a bunda
Em verso e prosa una
Massa malabarista
Garupa eufemística
Solta no espaço infindo
Mas há bundas e bundas
Como a realidade mostra
Umas que não abundam
Nem desbundam platéias
Muito pelo contrário
Nunca em calendário
D’oficinas mecânicas
Todavia equilibram
Como todas as bundas
O vaivém do esqueleto
Importante é saber
Aparências enganam
Onde a bunda
Não abunda
Exuberante e farta
Só importa que basta
Cumpre ali seu papel
Não são nádegas ao léu
Nem soberba de raça
É pura bunda e pronto
Lá não está de graça

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